Livro dos Sonhos
Registro inspirado no grande Livro dos Sonhos de Jack Kerouac
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A jovem deveria fazer sexo com homem do cacto no lugar do pênis, membro de um curioso grupo. Ela respirou fundo, pressentindo a dor.
Outra jovem, em outro sonho, que enlouqueceu naquela época em que tinham acabado de inventar os antipsicóticos.
Alguns amigos artistas pediram-lhe que não se preocupasse, já que eles analisariam-na ao longo do processo.
Em pouco tempo tinham dois cadernos cheios de poemas sobre sua miséria.
Outra jovem, em outro sonho, que enlouqueceu naquela época em que tinham acabado de inventar os antipsicóticos.
Alguns amigos artistas pediram-lhe que não se preocupasse, já que eles analisariam-na ao longo do processo.
Em pouco tempo tinham dois cadernos cheios de poemas sobre sua miséria.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Uma casinha instalada na parede de uma antiga represa, agora no meio do deserto. Um atentado terrorista feito com uma bomba em forma de inseto que foi depositada num buraco na parede. Lá vive um casal. O pai tentou expulsar o inseto com um chinelo. Em seguida estão os dois do lado de fora porque já sabem que é uma bomba, ela produz um pequeno estouro que não leva nada junto. Os dois se jogam no chão, um tanto confusos, um tanto aliviados, quando a imensa parede da represa desativada começa a rachar e ruir, e os dois correm para longe dela mas é muito extensa, e vai se afundando no deserto. Na cena seguinte a mãe está morta e o pai é um bebê. Encontraram seu DNA nos destroços e reconstroem o corpo por meio de um processo futurístico. Colocaram-no diante da filha pequena - que não sei de onde veio- para medir suas interações cerebrais. Estão todos numa nave espacial que viaja em forma de nuvem de gás. Ele cresce numa velocidade anormal devido ao processo, na cena seguinte já é um adolescente que vai ser posto diante da outra filha, que tem nove anos mas graças a um chip implantado em seu cérebro projeta um corpo ilusório de 15 anos e se prostitui de dentro da sua própria nave espacial desde que fugiu de casa. Agora os cientistas, que também são policiais e juízes dão um jeito de trazê-la para a nave-mãe a fim de testar as interações cerebrais mais uma vez, e saber se ele é culpado de ter produzido algum trauma. Inventam que há um concurso na nave-mãe e que ela concorre a um grande prêmio. Na última cena ela está sentada ao lado de vários farsantes numa mesa.
sábado, 5 de novembro de 2011
Encontrei um pintor famoso que conhecia da internet por stalkeá-lo enquanto stalkeava uma amiga virtual por quem era apaixonado no sonho mas na verdade não sou. Eu o assistia pintar com um pincel muito largo espalhando tinta pra tudo quanto é lado mas parecia q aquilo ia dar certo. Apenas fiquei decepcionado quando perguntei qual tinha sido o preço máximo q ele conseguiu por uma tela e não era quase nada, e ele mal tinha vendido 4 telas na vida. Depois q o sonho seguiu e uma professora tentava descrever os surtos psicóticos em que a depressão a colocava eu abri o olho e vi um rosto de um velho chorando formado com os livros da estante. Fiquei apavorado de ver aquilo e acordei gritando às 11 da manhã. Ainda tive tempo de ver outro rosto chorando, mas era de uma menina.
domingo, 9 de outubro de 2011
Aulas numa sala de alunos quietos, tranquilos, participativos, simpáticos. Fiquei lá até depois do sinal, mas uma mulher e dois policiais apareceram e eu tive q sair. Na saída pensei em dizer q eles deveriam deixar as armas ao menos afinal sou um democrata. Mas nao encontrei a coragem. A outra sala ficava muito longe, a escola era grande e tinha q procurar em pilhas de papel o meu proprio horário. Nao consegui.
domingo, 18 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
cem filhos
Sonhei que meu primo tinha mais de cem filhos ao invés de dois. Estavam todos enfileirados na sala de casa e cabiam lá pq tinham um quarto do tamanho de uma criança normal.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Bodas de Prata do Mundo
Uma festa em casa, as bodas de prata do mundo, no momento em que todos, família e convidados, cantavam parabéns pra você com o tema das bodas (eu acordei imaginando que mente é essa que habita dentro da minha e consegue criar uma canção absurda tão rápido - e que ainda por cima rimava). Fugi para o banheiro porque odiava a ideia da festa, minha irmã veio atrás e forçou a porta. Estava bem trancada mas ela conseguiu força-la, como se fosse uma porta de papel.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Uns homens negros nos EUA que riam de como todo mundo tinha medo deles e saíam do caminho conforme eles passavam, rindo ainda. Eu saí do metrô em São Paulo direto pra lá, e cruzei com eles embaixo dos trilhos. Eu estava pensando sobre coisas q eu gostava. Não lembro a palavra sem sentido q perturbou minha mente.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Estranhos
A casa não tem paredes nem iluminação, é iluminada pela fraca luz da rua. A mãe saiu para uma reunião de pais de uma criança que não é dela, o filho, ou a filha, ficou se perguntando se não tinha luz ou se não estava achando o interruptor. Apareceram estranhos pedindo ajuda e dizendo que madeira pra fazer as paredes eram muito baratas, que não tinha justificativa. A garota ficou olhando um sujeito que passava detergente no cabelo e achou o cheiro daquilo nojento. Mas quando ele fez um convite pra algo que eu não me lembro ela aceitou.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Estou em outro bar e sei que é um sonho, quando quebro uma garrafa pra chamar a atenção das pessoas que caminham na minha direção como se fossem zumbis. Elas dizem palavras que se relacionam à minha vida e fico apavorado com a cena apesar de não dizerem nada de mais. A última palavra foi Mississipi.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Uma desconhecida mto bonita parece tentar me seduzir bem no meio da rua, à noite, perto da escola onde fiz o primário, mas logo me chama para um outro canto onde ela vende alguma coisa, doces - é uma farsante, até se deu ao trabalho de vir bem longe atrás de mim e perdeu seu tempo comigo mas estou decepcionado, me jogo no chão fingindo que desmaio para escapar da situação e acordo, mas no sonho seguinte continuo pensando em voltar de algum modo para o bar doido cheio de tranqueiras que me levou até ela, quero ver o que acontece, algumas pessoas estarão lá numa espécie de reencontro de escola que é também o meu trabalho ao mesmo tempo mas no sonho não me dou conta, é tudo natural, estou passando roupas com vários ferros diferentes, deixando cada um esquentar ao máximo e gastando muita eletricidade (nem ligo, mas dá medo o tanto q o ferro está quente), passo também as cordas de guitarra e várias guitarras que tenho no sonho junto com as roupas, são seis e pouco da manhã e meu pai está lá. Penso que vou me atrasar.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Apocalipse
Outro sonho no fim do mundo, agora morando em um apartamento num edifício muito alto, o mesmo de outro sonho que dava bem no centro de São Paulo,e que agora não tinha mais elevador pela falta permanente de eletricidade. O síndico do andar tinha acabado de avisar que voltaria a cobrar o aluguel (estava instalando uma pequena tirania), eu calculei o preço, muito baixo e adaptado à época de crise, R$3,00, porque ninguém tinha muito dinheiro mesmo, comparei com as reservas em casa e pensei em matá-lo e tomar seu negócio de cobranças. Minha mãe desceu as dezenas de andares enquanto eu pindurava uma placa na parede com uma frase que não lembro sobre o apocalipse (tive medo de comunicar meu desejo de descer antes as escadas e ver o que acontecia. Uma criança, L.K., morava conosco). As portas dos apartamentos tinham que ficar bem trancadas o tempo todo, as ruas estavam cheias de pessoas esperando ônibus e trens que chegavam até sete horas atrasados, cobrando passagens exorbitantes e não garantindo que seguiriam toda a rota, porque era a última viagem (o apocalipse bem no início). Perguntei se existia algum traço de vida normal, alguém trabalhando ou algo assim, mas só haviam pessoas paradas porque um guarda, último resquício da civilização, não deixava ninguém se mexer, por ordens do governo (pelo menos ainda tem um governo, eu pensei). Estava perdido há pouco nesse mesmo prédio quase sequestrado por uma velha desconhecida que agora estava jogada no chão, junto à porta (tentou me agarrar pelos pés) quando um policial, que logo no meu delírio se revelou um segurança de hospital, me disse o caminho da consulta (e eu que estava me entregando como um bandido após uma fuga fracassada). Tomei o mesmo elevador estranho de outro sonho, que pode te matar ou não te levar a lugar nenhum ou ao lugar errado e te fazer se perder para sempre, mas só cheguei numa sala com corredores de madeirite cheio de burocratas nas salinhas. Sem dúvida era mesmo um hospital, mas ninguém pensava em me internar de novo (fugi e agora não me queriam de volta). A comida ia acabar em pouco tempo no apartamento do apocalipse, eu queria descer e ver tudo com meus próprios olhos antes que anoitecesse e ficasse perigoso demais.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Uma espécie de santuário com centenas de quadras esportivas (como quadras de escola) enfileiradas e piscinas. Em algumas quadras árvores de tronco muito largo haviam crescido e rompido o cimento bem no centro (como no velho sonho da quadra de vôlei abandonada, que uma floresta cresceu em volta, anos atrás, igual nas cidades maias engolidas pela floresta). Dos personagens só lembro do rei e da rainha, pareciam chineses, e o filósofo, escravo de um dos dois, que me lembrou Políbio, e que o rei e rainha tinham níveis de nobreza muito desiguais (diferença de milênios a favor da rainha), e a rainha jogava isso bem na cara dele, apesar do rei ter milênios de nobreza também.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Ajudei a guardar pilhas e mais pilhas de cédulas eleitorais enormes num supermercado, era o desastrado da equipe e derrubei uma pilha inteira. A Dilma Rousseff de novo estava lá.
Foi declarada uma guerra e até doentes mentais eramrecrutados, fui chamado quase no fim quando os primeiros convocados já estavam todos mortos. Tive que fazer uma pilha de exames médicos que não ficaram prontos (aparentemente eu tinha algum problema) e não me deixaram ir até lá para morrer.
Uma viagem pelo Brasil a pé em que andei por um monte de ruas e quando me dei conta já tinha chegado em Santa Catarina (uma vez cheguei até o Rio Grande do Sul), cujas ruas, obviamente era iguais às da minha cidade. Meu plano era seguir o contorno do mapa, toda a fronteira, e minha mãe estava lá no sul dando palpites sobre a minha rota. Aparentemente queria ir também.
Crianças loiras da Lituânia ou da Finlândia que se agrediam, e eu era o único que não achava aquilo normal. Nos anos 30 elas estariam atacando os judeus, eu pensei, e acordei quase chorando.
Foi declarada uma guerra e até doentes mentais eramrecrutados, fui chamado quase no fim quando os primeiros convocados já estavam todos mortos. Tive que fazer uma pilha de exames médicos que não ficaram prontos (aparentemente eu tinha algum problema) e não me deixaram ir até lá para morrer.
Uma viagem pelo Brasil a pé em que andei por um monte de ruas e quando me dei conta já tinha chegado em Santa Catarina (uma vez cheguei até o Rio Grande do Sul), cujas ruas, obviamente era iguais às da minha cidade. Meu plano era seguir o contorno do mapa, toda a fronteira, e minha mãe estava lá no sul dando palpites sobre a minha rota. Aparentemente queria ir também.
Crianças loiras da Lituânia ou da Finlândia que se agrediam, e eu era o único que não achava aquilo normal. Nos anos 30 elas estariam atacando os judeus, eu pensei, e acordei quase chorando.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Um sonho banal em que eu saía para comprar tênis novos e no caminho descobria que meus cadarços estavam mal colocados (ridiculamente o cadarço só estava passado por quatro furos do tênis velho e rasgado que eu usava anos atrás) e gastava quase todo meu dinheiro com a passagem num ônibus vazio que atravessava uma cidade ainda mais vazia. O centro da cidade tinha sido coberto, transformado num shopping gigantesco cheio de ladrões carregando caixas e seguranças e policiais em perseguição. Dei voltas e voltas vendo as lojas sendo fechadas por causa do saques e, quando finalmente achei a loja de calçados, ela tinha um hall de entrada vasto como numa catedral, o verdadeiro templo dos calçados. Vi algumas pessoas conhecidas e senti vergonha de estar lá, mas não achei nenhum vendedor.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Uma cidade parecida com a minha, mas totalmente inundada como uma espécie de parque temático, tinha peixes enormes trazidos pelo prefeito. Um deles entrou fugindo numa casa e logo depois fecharam a porta. Tava na cara que iam fritar o peixe. O prefeito gordo foi exposto nu e meio desacordado, de pé num palco, diante da cidade, num estranho ritual que era pré-condição pra ele tirar licença. No final do sonho ele já estava de volta.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Uma espécie de cruzada para saquear o norte da Espanha (praticamente passeávamos pelo mapa, como num sonho antigo em que cruzei o mundo inteiro a pé e cheguei no Japão) em que usávamos lanças de madeira muito enfeitadas na base e eu queria escolher uma lança mais curta que a dos outros. Estávamos nos preparando próximo a tendas e cruzamos com o rei de Portugal no meio de um lamaçal, eu o reconheci pela roupa dourada e fui o primeiro a me ajoelhar, igual naquele filme sobre Tomas Morus que passou um dia de madrugada. O rei disse apenas que não tinha nada a ver com o norte da Espanha (estávamos livres para saquear), mas não sei se chegamos lá. No sonho seguinte eu tentava desenhar o mapa da Espanha numa lousa, mas é claro que eu nem sabia onde ficavam as províncias.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Uma jovem caipira americana que andava com um porco e uma vaca (e uma cabra que ordenhava todo dia) era música de rua ao mesmo tempo que vendia camisetas (tinha uma bela voz grave e tocava violão) e vendia fotos de um suposto alienígena de capacete, na entrada de uma loja num dia ensolarado, enquanto eu lia um livro complicadíssimo, supostamente de Eric Hobsbawn, mas que falava sobre algo como física quântica, tão complicado, para explicar por que o alienígena não era real, pelo menos para aquela geração. A capa do livro descolou.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Duas lésbicas tinham uma longa conversa entre outras coisas sobre bandas punks que só existiram na minha mente, que inclusive passava um documentário caseiro numa fita vhs com um jornalista barbudo que se dizia um ex-punk mas que achei chato demais, apesar do jeito claro como ele falava. A lésbica 1 era um anjo caído do céu que em certo momento a lésbica 2 via no alto de um prédio ao passar de ônibus pela avenida T.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Frida
É a noite sem fim, os animais cercam. As meninas estão enterradas na areia.
A velha ao seu lado pensa que muitos não vão entender. Falarão em tortura, mas não há como protegê-las. Agora elas correm.
Tomam todo cuidado para não pisar nessas águas, mas logo terão que atravessá-las a nado.
O homem na rocha apenas observa. Não pode fazer nada e não faz. As estranhas praias no fim do mundo, foram cobertas de holofotes. Estão cercadas de arame farpado e o céu não tem estrelas.
A velha é idêntica às meninas, mas foi deixada para trás. Elas foram salvas e ninguém sabe como.
O hospital vasto e ascéptico, coberto de máquinas, está iluminado demais. A miserável mãe que está com elas parece uma irmã mais velha.
Seu pai apareceu quando ninguém esperava mais. Uma figura séria e diabólica. Tem a convicção de que é o dono do mundo mas o horário de visitas acabou.
Para tudo nessa vida existem regras, dizem as patéticas autoridades do hospital.
As meninas nadaram nas águas da morte e acordarão para não se sabe quais sequelas. Ele não consegue sozinho encontrar o caminho de volta.
julho/ 2009
A velha ao seu lado pensa que muitos não vão entender. Falarão em tortura, mas não há como protegê-las. Agora elas correm.
Tomam todo cuidado para não pisar nessas águas, mas logo terão que atravessá-las a nado.
O homem na rocha apenas observa. Não pode fazer nada e não faz. As estranhas praias no fim do mundo, foram cobertas de holofotes. Estão cercadas de arame farpado e o céu não tem estrelas.
A velha é idêntica às meninas, mas foi deixada para trás. Elas foram salvas e ninguém sabe como.
O hospital vasto e ascéptico, coberto de máquinas, está iluminado demais. A miserável mãe que está com elas parece uma irmã mais velha.
Seu pai apareceu quando ninguém esperava mais. Uma figura séria e diabólica. Tem a convicção de que é o dono do mundo mas o horário de visitas acabou.
Para tudo nessa vida existem regras, dizem as patéticas autoridades do hospital.
As meninas nadaram nas águas da morte e acordarão para não se sabe quais sequelas. Ele não consegue sozinho encontrar o caminho de volta.
julho/ 2009
O Michel Temer e uma comissão do congresso desciam minha rua sob uma chuva muito forte com um projeto de reurbanização do Morro do Alemão nas mãos, desenhado pela própria Dilma Rousseff, que me dava aulas de tiro num penhasco, um curso de tiro para milicianos populares, cuja lição consistia em como segurar a arma como um policial, com uma mão só, ao invés de duas mãos, como um bandido. O mais marcante era Dilma Rousseff explicando que para cada rajada tinha uma batida de funk, e lá do alto do penhasco um dos instrutores simulava que ia se jogar, temerário como um bandido que atira com as duas mãos, enquanto a Rousseff o segurava pela camisa para que não caisse mesmo. Minha lição consistia em atirar nesse instrutor, mas me desequilibrei e quase caí no abismo já no segundo tiro. Mais tarde o sonho falava de um jovem professor carioca, miliciano também.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Assisti um documentário sobre todo tipo de coisa mas só lembro da parte final em que um narrador dizia que o mapa da antiga União Soviética tinha muitos tons de vermelho e todo o vermelho da parte ocidental era sustentado por um único vilarejo isolado na floresta que os nazistas não conseguiram ocupar, apesar de ninguém no vilarejo saber coisa alguma sobre o comunismo, isolados do resto do mundo desde tempos imemoriais.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Um Filme Sobre a Revolução nos EUA
Uma espécie de filme em que, depois da segunda guerra, uma revolução muda a capital dos EUA para uma cidadezinha e coloca "seus jovens mais audazes no comando" (ouvi essa frase num trailler sobre a revolução que assisti em um cinema do sonho). Eu faço o papel de um ex-soldado que volta da guerra numa missão particular à procura de alguém para matar ou algo assim, junto com um outro sujeito que sequer conheço mas na verdade domina a situação toda. Atravessamos a pé um túnel de metrô abandonado e não encontramos nada, a não ser uma paisagem de lama que eu já tinha visto em outros sonhos, junto com o Hitler. Mas na volta eu digo que preferia ter nascido na União Soviética do que viver essa liberdade americana, pq realmente tem algo errado com ela. E pegamos o trem, que funciona dessa vez mas tem só um pequeno vagão, mais parecido com um bonde. Nesse mundo da revolução ninguém é obrigado a fazer mais nada e todos os serviços dependem da boa vontade de alguém, como esse condutor que aceita fazer a viagem mas fico em dúvida se devo pagá-lo (não sou obrigado a isso mas ficaria envergonhado de não pagar, são as regras da revolução). Viajamos com uma família inteira, estou sentado ao lado de duas meninas muito novas cheias de maquiagem na cara e saias muito curtas apesar de ter o jeito daquelas saias compridas dos anos 50. Me mudo para os bancos de trás do trem, porque elas se encostam demais em mim e realmente penso que deve ter algo errado nisso, uma velha me pergunta o que eu tinha de meu, um saco de moedas, porque ninguém pode se apropriar de mais nada depois q mudaram a capital.
Uma mulher deitada em um quarto escuro grita para que alguém acenda a luz, mas sua voz não sai. Ela desconfia que outras pessoas estejam dormindo no mesmo quarto. Com muito esforço consegue se jogar no chão mas descobre que suas pernas estão amarradas à cama; mesmo assim ela escala uma das paredes e começa a bater. A parede, que é feita de madeira, faz muito barulho, e graças a isso ela acorda desse sonho e agora está correndo pela sua própria casa, mas ao chegar no quarto de seus pais descobre vários homens nus. E acorda novamente, apavorada.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Reencontrei uma amiga do colegial com uma cratera no lugar do rosto numa espécie de reunião cheia de desconhecidos Um sujeito dizia - ele parecia um especialista em alguma coisa - q seu cérebro um dia abrigara milhares de idéias - ele dizia um número - mas td estava acabado agora - a triste invalidez da juventude.
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